quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sapos que viram nódulos


Quem assistiu ao Saia Justa ontem, no GNT, deve ter ficado tão preocupada quanto eu. É o seguinte: as mulheres que tem o hábito de engolir sapos são aquelas que desenvolvem câncer de mama. (!!!!) A questão, que a Márcia Tiburi trouxe não é novidade, eu já tinha lido e ouvido falar nisso. Mas reforçou o meu temor de que seja real. (A informação foi repassada para a Márcia por uma doutora gaúcha, autoridade na área.)
O que me surpeendeu foi saber que esse processo tem muito a ver com os aspectos culturais e que aqui no Sul a incidência é maior que em outras regiões do país.
Como solução, a médica afirma que temos que estimular as mulheres a serem mais ruizinhas, mais brabas, a tolerar menos. Vejam, isso não é algo simples de se dizer... porque a nossa cultura ensina mesmo a sermos boazinhas, dóceis, tolerantes. Comportamentos que, sabemos, podem acabar se tranformando em depressões, gastrites, labirintites, tristeza e apatia crônicas.
Sabe por que? Pois não é da natureza de nenhum ser humano tolerar tudo, permitir ser invadido, criticado, pisado sem reagir. E toda não reação no caso de uma agressão desse tipo vai virar um sapão daqueles venenosos que se a gente engolir se transformam em um problema interno...
Pra fechar, gostei muito da sugestão da Mônica Waldvogel, sempre equilibrada, de que a gente elabore o nosso menu pessoal de sapos possíveis de serem engolidos. Porque, claro, não dá pra ter vida sem sapos ao redor. O negócio é se conhcere o suficiente para ter claro aqueles que são toleráveis, que passam sem destruírem você por dentro e os que são do tipo que quando engolidos ficam entalados, pois ferem aquilo que você É e acredita e te fazem adoecer aos pouquinhos.
Desafio, heim??

3 comentários:

Evani disse...

Realmente, é um grande desafio. "Engolir sapos" é o que se faz todos os dias e o desafio é rejeitar os mais prejudiciais. Como? De que forma?
Ser "tolerante" é necessário, pois os outros também nos toleram, muuuuitas vezes... Ser "amável", quase sempre, é necessário... mesmo com os intoleráveis. Ser "simpática" sempre, com pessoas invariavelmente antipáticas, é quase um dever... Olha quantos "sapinhos" já estamos engolindo...
Realmente é um grande desafio saber qual o sapo mais prejudicial.

thaisa kleinubing disse...

Aaahh, esse eu tenho que comentar!!!Devo, tenho a obrigaçao de comentar!! Simplesmente porque neste exato momento estou vivendo um "Curso Intensivo de como engolir sapos" Porque? Porque estou vivendo na cidade daqueles que decidiram (em algum momento da historia humana) que naum engoliriam mais sapos! Pelo contrario, decidiram exorcisar os sapos, grita-los em voz alta, passa-los adiante ate que algum desavisado os meta guela à baixo..
Explico: aqui em Roma è assim, tudo que encomoda e posto p fora, brigas, discussoes e desabafos sao constantes, cotidianos..no começo vc se assusta com a gritaria mas depois vai se acostumando..tem um momento em que vc ate se diverte com os "barracos". Naum posso dizer que eu goste ..naum mesmo..gritos e discussoes desequilibram o ambiente, botam todos em alerta, naum è bonito, naum e educado. Mas..como brasileira, catarinense, nascida e criada em Chapeco ando aprendendo muita coisa. Nos brasileiros naum sabemos o que fazer com os sapos..esse è o problema.
Como nunca falamos o que realmente pensamos, naum temos coragem, naum fomos ensinados a faze-lo, acabamos por sofrer demasiado..Acabamos por engoli-los ao inves de processa-los.
Na minha opiniao nos deveriamos aprender a falar o que pensamos de maneira simples e educada, sem choros ou palavroes, porem encarando as diferencas de opiniao como uma coisa normal e principalmente necessaria para o aprendizado,crescimento. Sempre se aprende alguma coisa, se naum sobre vc mesmo sobre a outra pessoa, sobre relacionamentos, sobre a sua empresa ou seu emprego..naum è verdade?
Ao inves disso temos o terrivel abito de guardar tudo dentro, fingir que concordamos e depois falar tudo pelas costas..querer mal a pessoa que nos disse ou fez qualquer coisa que naum desceu bem.
E isso sim provoca cancer, porque sao sentimentos ruins e destrutivos.
Entaum se devemos engolir um sapo e naum tem jeito, porque primeiro naum faze-lo ao aleo e oleo, com sal e pimenta p digeri-lo de maneira um pouco mais prazerosa?
Bom apetite!

osvaldo disse...

Tudo depende de fazer ou não fazer opções emocionais. Ao indicar que lá vem um sapo para engolir, pode-se desarticular totalmente o sapo e não ter mais nada para engolir. Obviamente esse é um aprendizado que se improvisa continuamente - o aprendizado de escolher emoções. Você gosta do que está sentindo? Não? Então você pode escolher sentir outra coisa que você gosta. Enquanto formos pouco ´interiores´ seremos muito afetados pelo exterior. Pode-se acionar de forma inteligente o que sentir por dentro, e então não haverá sapos para engolir. Nem para digerir. É um processo, e por um tempo você ainda engolirá sapos ou vai temperar os sapos - mas ninguém pode em sã consciência dizer que gostou de engolir um sapo, temperado ou não. Há um aprendizado a fazer na escolha de sentimentos. Provavelmente não estamos nada acostumados a isso. Quem sabe os italianos não descobriram uma forma de não engolir sapos, justamente forçando os outros a engolirem? Bem, há outras opções que eu considero mais interessantes e mais educadas.

 

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