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22:35
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Panis et circenses
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Rachel Kleinubing
"Eu quis cantar minha canção iluminada de sol, soltei os panos sobre os mastros no ar, soltei os tigres e leões nos quintais... mas as pessoas da sala de jantar são ocupadas em nascer e morrer!
Mandei fazer de puro aço luminoso punhal, para matar o meu amor e matei: às cinco horas na avenida central. Mas as pessoas da sala de jantar são ocupadas em nascer e morrer.
Mandei plantar follhas de sonho no jardim do solar.
As folhas sabem procurar pelo sol e as raízes procurar, procurar...
Mas as pessoas da sala de jantar, essas pessoas da sala de jantar, são as pessoas da sala de jantar.. são ocupadas em nascer e morrer."
Essa é para o meu amigo Marci Machado e a todos os que possuem alma de artista.
A música é dos Mutantes, aqui dá pra ver o vídeo na versão da Marisa Monte, minha preferida.
Mandei fazer de puro aço luminoso punhal, para matar o meu amor e matei: às cinco horas na avenida central. Mas as pessoas da sala de jantar são ocupadas em nascer e morrer.
Mandei plantar follhas de sonho no jardim do solar.
As folhas sabem procurar pelo sol e as raízes procurar, procurar...
Mas as pessoas da sala de jantar, essas pessoas da sala de jantar, são as pessoas da sala de jantar.. são ocupadas em nascer e morrer."
Essa é para o meu amigo Marci Machado e a todos os que possuem alma de artista.
A música é dos Mutantes, aqui dá pra ver o vídeo na versão da Marisa Monte, minha preferida.
às
10:32
"Sempre me pergunto se esses artistas contemporâneos têm alguma idéia de aonde vão chegar quando começam uma obra dessas". Com essa frase um dos Ricardos que conheci no Inhotim expressou sua consternação com aquilo que estava vivenciando. (Sim, um Ricardo foi comigo e ainda surgiram mais dois). Um executivo e um empresário paulistas... a velha necessidade de racionalizar. Em frente a eles um enorme Pinochio de bronze com uma caixa de madeira no lugar da cabeça, sentado sobre livros.
Brasileiros de vários lugares. Um grupo de franceses e outro de alemães também pude identificar pelos inúmeros e longos caminhos de pedra são tomé, perfeitamente desenhados. E desalinhados, como deve ser. Limpos, como não se poderia esperar naqueles dias chuvas e enchentes devastadoras para Minas Gerais.
I- N-H-O-T-I-N
Há 12 dias estou tentando encontrar a forma de falar sobre esse lugar. Não encontrei. Então decidi ir escrevendo pra ver no que vai dar. Assim como sugeriu meu colega de visita orientada.
"Parece com o que?" Me perguntam os amigos. Imaginar que se está na Europa, nos Estados Unidos, não. Não consigo traduzir, mas me vêm a Disney. Tenho vergonha de dizer (que comparação absurda!). Mas é isso mesmo. Porque Inhotim tem tudo o que a Disney tem essencialmente: perfeição, excelência, em oferecer uma experiência completamente inesquecível. Todos os detalhes, todos os momentos são inesquecíveis. Lá, para quem busca mergulhar no universo da fantasia da infância. Aqui, para quem ama a arte, o belo e a natureza. O design, a arquitetura, a gastronomia.
Sim, a arte é o ponto de partida. São nomes e obras que escrevem a história da arte contemporânea internacional. Galerias construídas (site-specific) para abrigar e dialogar com suas obras. Um trabalho realizado por alguns dos mais importantes curadores do mundo. Ok. Isso já seria o máximo. Mas é mais que isso. A experiência é completa. Restaurantes, bares, cafés, lanchonetes, aonde a comida, o design e a decoração é simplesmente um deleite. Tudo é feito com arte e perfeição.
Um dos integrantes do grupo pergunta: "De onde veio essa idéia de construir essa, essa... ilha, no meio do nada?" E a simpática mineira que nos orientava corrige: Acho que isso está mais para um Oásis... Pura verdade.
São jardins, instalações de arte contemporânea ao ar livre e mais de 500 obras de mais de 100 artistas contemporâneos consagrados em todo mundo (30 nacionalidades) , em mais de 20 galerias de arte.
Tudo, absolutamente tudo, interagindo com a natureza. Todas as construções se curvam e homenageiam a natureza. E no ponto mais central, ele: o poderoso, magestoso Tamboril, pelo qual caí de amores. Quis abraçá-lo, quis ficar sentada aos seus pés, à sua sombra e sentir-me a filha pequena da natureza. A mais protegida das criaturas.
Tem noção do que é isso? Eu não consigo descrever.
Era um sonho visitar o Inhotim. Mas ele é muito mais do que eu poderia imaginar. Não vi tudo, não deu tempo em dois dias.
Me emocionei, chorei, sorri. Ao invés de fotografar as obras de arte, fotografei as copas das árvores e tentei registrar um esquilo que parou, me olhou e juro que me pediu passagem, com uma semente na mão. Eu dei.
Quem é capaz de conceber um lugar assim? Bernardo Paz. Eu o vi, cruzei com ele. Sozinho. No carrinho elétrico que conduz os visitantes para as galerias mais distantes. Ele me viu e sorriu, e com esse seu gesto e nossa cumplicidade, me senti à vontade para visitar aquele lugar, que pareceu ser o pedaço mais especial da sua casa.
Fiquei pensando no que se passa na cabeça dele. Soube que ele não dorme, não faz nada além de viver esse sonho. Eu posso imaginar exatamente como é isso. Porque eu mal dormi entre o primeiro e o segundo dia de visita. E pensar que ainda tem o projeto de inclusão e cidadania, que leva arte a crianças carentes de toda região...
Não dá para fotografar as obras nas galerias. Ufa, que bom. Porque eu não poderia distrair minha emoção para registrar nada. Porque prefiro relembrar e resignificar a cada lembrança...
Como na Marcenaria, de Victor Grippo, em que se vê a luz entrando pela fresta da janela e desenhando uma nova cena a cada minuto do dia. Delineando os objetos e móveis, trazendo vida e dramaticidade... É para mim uma foto em preto e branco que ficará gravada na retina... Eu queria ficar lá, parada, olhando aquela poesia em tempo real acontecer: a essência do que dá sentido a tudo que acredito ser a beleza de uma fotografia.
O que é Inhotim? Não há resposta correta. Assim como para a pergunta dos meus colegas daquela breve caminhada. Não dá pra dizer se o artista sabe ou não o resultado do que está criando. Porque mesmo com um belo projeto, a arte, o Inhotim, a vida, dependem de questões que a gente não tem controle. Daquilo que o observador constrói no seu mundo interior a partir da obra. Da interpretação, do olhar, do sentido que se conquista, que se ganha e que se dá.
Inhotim, como a vida, só vivendo, mesmo.
www.inhotim.org.br
Os nomes e autores das obras que citei:
La Intimidad de La Luz em St. Ives, de Victor Grippo
Forty Party Motet, de Thomas Tallis
Sonic pavilion, de Doug Aitken
By Means of a Sudden, de Olafur Eliasson
Na foto: Narcissus Garden, de Yayoi Kusama
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Para o INHOTIM não há resposta correta
3comentários
Postado por -
Rachel Kleinubing
"Sempre me pergunto se esses artistas contemporâneos têm alguma idéia de aonde vão chegar quando começam uma obra dessas". Com essa frase um dos Ricardos que conheci no Inhotim expressou sua consternação com aquilo que estava vivenciando. (Sim, um Ricardo foi comigo e ainda surgiram mais dois). Um executivo e um empresário paulistas... a velha necessidade de racionalizar. Em frente a eles um enorme Pinochio de bronze com uma caixa de madeira no lugar da cabeça, sentado sobre livros.
Brasileiros de vários lugares. Um grupo de franceses e outro de alemães também pude identificar pelos inúmeros e longos caminhos de pedra são tomé, perfeitamente desenhados. E desalinhados, como deve ser. Limpos, como não se poderia esperar naqueles dias chuvas e enchentes devastadoras para Minas Gerais.
I- N-H-O-T-I-N
Há 12 dias estou tentando encontrar a forma de falar sobre esse lugar. Não encontrei. Então decidi ir escrevendo pra ver no que vai dar. Assim como sugeriu meu colega de visita orientada.
"Parece com o que?" Me perguntam os amigos. Imaginar que se está na Europa, nos Estados Unidos, não. Não consigo traduzir, mas me vêm a Disney. Tenho vergonha de dizer (que comparação absurda!). Mas é isso mesmo. Porque Inhotim tem tudo o que a Disney tem essencialmente: perfeição, excelência, em oferecer uma experiência completamente inesquecível. Todos os detalhes, todos os momentos são inesquecíveis. Lá, para quem busca mergulhar no universo da fantasia da infância. Aqui, para quem ama a arte, o belo e a natureza. O design, a arquitetura, a gastronomia.
Sim, a arte é o ponto de partida. São nomes e obras que escrevem a história da arte contemporânea internacional. Galerias construídas (site-specific) para abrigar e dialogar com suas obras. Um trabalho realizado por alguns dos mais importantes curadores do mundo. Ok. Isso já seria o máximo. Mas é mais que isso. A experiência é completa. Restaurantes, bares, cafés, lanchonetes, aonde a comida, o design e a decoração é simplesmente um deleite. Tudo é feito com arte e perfeição.
Um dos integrantes do grupo pergunta: "De onde veio essa idéia de construir essa, essa... ilha, no meio do nada?" E a simpática mineira que nos orientava corrige: Acho que isso está mais para um Oásis... Pura verdade.
São jardins, instalações de arte contemporânea ao ar livre e mais de 500 obras de mais de 100 artistas contemporâneos consagrados em todo mundo (30 nacionalidades) , em mais de 20 galerias de arte.
Tudo, absolutamente tudo, interagindo com a natureza. Todas as construções se curvam e homenageiam a natureza. E no ponto mais central, ele: o poderoso, magestoso Tamboril, pelo qual caí de amores. Quis abraçá-lo, quis ficar sentada aos seus pés, à sua sombra e sentir-me a filha pequena da natureza. A mais protegida das criaturas.
Tem noção do que é isso? Eu não consigo descrever.
Era um sonho visitar o Inhotim. Mas ele é muito mais do que eu poderia imaginar. Não vi tudo, não deu tempo em dois dias.
Me emocionei, chorei, sorri. Ao invés de fotografar as obras de arte, fotografei as copas das árvores e tentei registrar um esquilo que parou, me olhou e juro que me pediu passagem, com uma semente na mão. Eu dei.
Quem é capaz de conceber um lugar assim? Bernardo Paz. Eu o vi, cruzei com ele. Sozinho. No carrinho elétrico que conduz os visitantes para as galerias mais distantes. Ele me viu e sorriu, e com esse seu gesto e nossa cumplicidade, me senti à vontade para visitar aquele lugar, que pareceu ser o pedaço mais especial da sua casa.
Fiquei pensando no que se passa na cabeça dele. Soube que ele não dorme, não faz nada além de viver esse sonho. Eu posso imaginar exatamente como é isso. Porque eu mal dormi entre o primeiro e o segundo dia de visita. E pensar que ainda tem o projeto de inclusão e cidadania, que leva arte a crianças carentes de toda região...
Não dá para fotografar as obras nas galerias. Ufa, que bom. Porque eu não poderia distrair minha emoção para registrar nada. Porque prefiro relembrar e resignificar a cada lembrança...
Como na Marcenaria, de Victor Grippo, em que se vê a luz entrando pela fresta da janela e desenhando uma nova cena a cada minuto do dia. Delineando os objetos e móveis, trazendo vida e dramaticidade... É para mim uma foto em preto e branco que ficará gravada na retina... Eu queria ficar lá, parada, olhando aquela poesia em tempo real acontecer: a essência do que dá sentido a tudo que acredito ser a beleza de uma fotografia.
E o que dizer do som das 40 vozes independentes em um coral de caixas de som? Como ouvir sem fechar os olhos e estremecer. E ser remetido a outros tempos, outro universo? E dos sons capturados e amplificados no Sonic Pavillion, a partir de um buraco de 200 metros de profundidade, que mostra que a terra vive, vibra e nos fala em ondas.
E do iglu de Olafur Eliasson, onde podemos ver uma fonte de água que se move se transformar em cenas estáticas, através do simples uso da luz negra?O que é Inhotim? Não há resposta correta. Assim como para a pergunta dos meus colegas daquela breve caminhada. Não dá pra dizer se o artista sabe ou não o resultado do que está criando. Porque mesmo com um belo projeto, a arte, o Inhotim, a vida, dependem de questões que a gente não tem controle. Daquilo que o observador constrói no seu mundo interior a partir da obra. Da interpretação, do olhar, do sentido que se conquista, que se ganha e que se dá.
Inhotim, como a vida, só vivendo, mesmo.
www.inhotim.org.br
Os nomes e autores das obras que citei:
La Intimidad de La Luz em St. Ives, de Victor Grippo
Forty Party Motet, de Thomas Tallis
Sonic pavilion, de Doug Aitken
By Means of a Sudden, de Olafur Eliasson
Na foto: Narcissus Garden, de Yayoi Kusama
às
23:07
quarta-feira, 23 de março de 2011
Marcada Exposição em Sampa
4comentários
Postado por -
Rachel Kleinubing
É oficial! Está marcada a exposição Guarda-te-lá em São Paulo.
Será nos dias 14 a 30 de abril, na Galeria Mali Villas-Bôas, no Itaim Bibi.
A exposição de fotos terá 15 obras expostas.
O convite está feito!
Será nos dias 14 a 30 de abril, na Galeria Mali Villas-Bôas, no Itaim Bibi.
A exposição de fotos terá 15 obras expostas.
As mesmas que foram apresentadas em Chapecó na Galeria Casa+Arte, em agosto do ano passado.
Será uma exposição individual simultânea, com a exposição das pinturas da artista Beth Salai, que recebeu o Primeiro Lugar na classificação geral do VI Salão de Verão, do qual participei.O convite está feito!
às
14:49
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Sobre tempo, ausência e fotos premiadas em Sampa!
4comentários
Postado por -
Rachel Kleinubing
az tempo que não apareço por aqui. Isso é um reflexo do excesso e da falta.
F
Excesso de coisas, compromissos. Eu, cada vez mais abraçando o mundo como um polvo enlouquecido.
Falta de espaço, de tempo, silêncio, reflexão e equilíbrio, talvez. Coisas que a gente recebe do universo quando pensamos que podemos dar conta de mais um pouco, mais um pouco...
Bem, aqui estou eu, no meio de tudo e mais um pouco, provavelmente escrevendo apenas pra mim, porque depois de seis meses sem postar nada, certamente meus visitantes desistiram de aparecer. Mas, enfim, preciso muito registrar minha conquista.
No início do mês, por incentivo da Mirian Soprana, encaminhei duas das fotografias da exposição Guarda-te-lá para o Salão de Verão 2011 da Organização Paulista de Arte e da Galeria Mali Villas-Bôas. Dentre 208 artistas participantes de todo o Brasil, apenas 35 foram selecionados. E entre eles, lá estava o meu nome. Na lista, no convite, na galeria, em Sampa!
Mesmo com tuuuudo acontecendo por aqui.... nem preciso dizer que me desbanquei pra lá, para a abertura da exposição, que foi na quinta, dia 24/02. E levei a Eva junto! Fãzoca, deu aquele apoio e ainda registrou tudinho! E para completar a minha surpresa, saí de lá com o Prêmio de Destaque em Criatividade.
Estou muito feliz! Quem me conhece pode imaginar bem isso.
Denovo, tenho que agradecer o apoio e o carinho de todos que incentivaram e vibraram comigo. E a presença do amigo Luciano, muito, muito especial.
É isso aí. Seguem as fotos...
F
às
23:25
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Com a alma livre
2comentários
Postado por -
Rachel Kleinubing
Foi muito, muito bom!
Frio na barriga, na verdade nem senti. Acho que estive meio amortecida pela adrenalina. Ou pela dor da costela. Ou será que estou ficando velha? Madura... quem diria.
Cheguei sozinha, saí sozinha da minha mais mais importante exposição. Fiquei pensando nisso... foi tão tranquilo.
Alguns devem ter pensado que eu estava feliz, alegre por realizar um sonho, por tirar da gaveta. Mas foi além, um pouco diferente. Um sentimento de nascimento, de parto. Nossa, foi forte, mexeu comigo de verdade. Mais do que eu esperava.
E por isso, quem me conhece de verdade sabe o quanto tocou fundo e como foi importante compartilhar isso com tantos amigos, mais de 100 pessoas só na abertura, dando seu apoio. Nem tinha espaço! Amei ver cada um com um sorriso, um abraço e uma carinha de surpresa.
E depois, durante a semana, muitas, muitas visitas.
No fim... o sentimento de que é só um começo de uma nova fase. Um novo pedaço de mim. E eu, agora mais completa.
Agradeço muito a todos e à Mirian Soprana, por acreditar e colocar a mão na massa comigo!
Agradeço muito à equipe da Nova que foi o máximo, apoiando e fazendo tuuudo pra que desse certo.
Agradeço aos colegas da imprensa que divulgaram. E compartilho aqui o link da linda matéria da Fabita, publicada no Jornal Voz do Oeste.
Frio na barriga, na verdade nem senti. Acho que estive meio amortecida pela adrenalina. Ou pela dor da costela. Ou será que estou ficando velha? Madura... quem diria.
Cheguei sozinha, saí sozinha da minha mais mais importante exposição. Fiquei pensando nisso... foi tão tranquilo.
Alguns devem ter pensado que eu estava feliz, alegre por realizar um sonho, por tirar da gaveta. Mas foi além, um pouco diferente. Um sentimento de nascimento, de parto. Nossa, foi forte, mexeu comigo de verdade. Mais do que eu esperava.
E por isso, quem me conhece de verdade sabe o quanto tocou fundo e como foi importante compartilhar isso com tantos amigos, mais de 100 pessoas só na abertura, dando seu apoio. Nem tinha espaço! Amei ver cada um com um sorriso, um abraço e uma carinha de surpresa.
E depois, durante a semana, muitas, muitas visitas.
No fim... o sentimento de que é só um começo de uma nova fase. Um novo pedaço de mim. E eu, agora mais completa.
Agradeço muito a todos e à Mirian Soprana, por acreditar e colocar a mão na massa comigo!
Agradeço muito à equipe da Nova que foi o máximo, apoiando e fazendo tuuudo pra que desse certo.
Agradeço aos colegas da imprensa que divulgaram. E compartilho aqui o link da linda matéria da Fabita, publicada no Jornal Voz do Oeste.
às
15:37
terça-feira, 28 de julho de 2009
Falando em arte
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Rachel Kleinubing
Aí está uma demonstração de arte surpreendente. Será real? Parece ser. Fiquei impressionada. E um pouco enjoada também.
às
11:55
Já não é de agora que descobri o quanto a arte é essencial na minha vida. É um caminho que me leva para dentro de mim e ao mesmo tempo para muito além de mim e das coisas da vida.
Sempre que tenho a oportunidade de trabalhar em algo relacionado à arte a minha satisfação é tão grande que já vale tudo. E é assim, quando a gente ama algo, acabamos atraindo pra perto da gente. Então, nesses 8 anos de NOVA, tenho trabalhado com muitos clientes artistas ou relacionados à arte. Que satisfação!
A última é a Galeria Casa+Arte, que reinaugurou há alguns dias e que está bombando! Eu estou realizada com o resultado do trabalho e também sou a maior divulgadora, pois é uma preciosidade o que tem lá para ser visto, apreciado, curtido.
Em agosto haverá um curso com o tema "Como entender uma obra de arte". Estão todos convidados, eu estarei lá, doida pra aprender. O blog da galeria é: www.casamaisarte.com.br
Como disse Goethe: "A arte é a transformação da alma".
Imagem: Óleo sobre tela de Sarro
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Arte na Vida
2comentários
Postado por -
Rachel Kleinubing
Já não é de agora que descobri o quanto a arte é essencial na minha vida. É um caminho que me leva para dentro de mim e ao mesmo tempo para muito além de mim e das coisas da vida.Sempre que tenho a oportunidade de trabalhar em algo relacionado à arte a minha satisfação é tão grande que já vale tudo. E é assim, quando a gente ama algo, acabamos atraindo pra perto da gente. Então, nesses 8 anos de NOVA, tenho trabalhado com muitos clientes artistas ou relacionados à arte. Que satisfação!
A última é a Galeria Casa+Arte, que reinaugurou há alguns dias e que está bombando! Eu estou realizada com o resultado do trabalho e também sou a maior divulgadora, pois é uma preciosidade o que tem lá para ser visto, apreciado, curtido.
Em agosto haverá um curso com o tema "Como entender uma obra de arte". Estão todos convidados, eu estarei lá, doida pra aprender. O blog da galeria é: www.casamaisarte.com.br
Como disse Goethe: "A arte é a transformação da alma".
Imagem: Óleo sobre tela de Sarro
às
20:41

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Música em casa
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Postado por -
Rachel Kleinubing
Então, o Ricardo está fazendo aulas de sax. É um sonho antigo, que ele está se permitindo realizar. E o mais legal é que as aulas são em casa... e os estudos também. Eu tenho acompanhado de perto, e estou amando essa novidade. Além do fato de vê-lo se deliciando com a descoberta e se colocando na humilde posição de aprendiz - o que já é lindo - estou encantada em perceber como essa atividade está trazendo um astral novo para o ambiente. A gente fica em volta, curtindo cada conquista, cada notinha que ele acerta.
Os olhos do Pedro brilham e vejo ele se surpreender com o pai - aquele cara que sabe tudo - na condição de quem tem muito a aprender. Mostrando que não tem hora pra começar algo novo, ou para fazer algo simplesmente por prazer.
É impressionante sentir o poder da música. Ela agrega as pessoas, eleva a vibração do ambiente, traz sorrisos nas bocas e brilho nos olhares.
E entre um dó-ré-mi-fá - fáfá... lá vem a Lu, denovo... ela levanta, roda o vestidinho, e grita: "viva papai, palmaaaa" e bate palminhas. Joga beijo pra ele como se ele fosse o maior astro. Eu me pergunto o que essa figurinha de ano e meio entende.. e daí eu me respondo... essa liguagem é muito mais comunicação do que discursos, falas, ladainhas. E mais uma vez eu me lembro que é vivendo que a gente realmente serve de exemplo e ensina.
Então, palmas pro Ricardo!!!
Os olhos do Pedro brilham e vejo ele se surpreender com o pai - aquele cara que sabe tudo - na condição de quem tem muito a aprender. Mostrando que não tem hora pra começar algo novo, ou para fazer algo simplesmente por prazer.
É impressionante sentir o poder da música. Ela agrega as pessoas, eleva a vibração do ambiente, traz sorrisos nas bocas e brilho nos olhares.
E entre um dó-ré-mi-fá - fáfá... lá vem a Lu, denovo... ela levanta, roda o vestidinho, e grita: "viva papai, palmaaaa" e bate palminhas. Joga beijo pra ele como se ele fosse o maior astro. Eu me pergunto o que essa figurinha de ano e meio entende.. e daí eu me respondo... essa liguagem é muito mais comunicação do que discursos, falas, ladainhas. E mais uma vez eu me lembro que é vivendo que a gente realmente serve de exemplo e ensina.
Então, palmas pro Ricardo!!!
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