Lendo, estudando sobre a Itália para nossa próxima aventura, que começa daqui a exatamente uma semana (uhuuu), encontrei um livro incrível. Vai a dica: Guia de Viagem pelo Mundo Antigo: Roma 300 D.C.
É isso mesmo, a proposta do livro é levar o leitor a uma viagem por Roma de 1710 anos atrás. Um guia de viagem que fala da vida naqueles dias. A geografia, a política, a economia, a religião, os costumes e as curiosidades importantes para os turistas que querem entender melhor a preciosidade por trás das ruínas e dos monumentos.
Pra quem gosta de história e pra quem, como eu, se considera ignorante sobre o assunto e quer ter uma noção de como era a Itália na época em que ela era simplesmente o berço da civilização ocidental.
É encantador. Principalmente imaginar que todos nós, de um jeito ou de outro, somos descendentes da grande Roma. Que o Rio Tibre pode ter sido a fonte da vida da nossa própria família. E quem sabe se já não estivemos caminhando sobre aquelas calçadas... bem, já estou viajando...
às
12:19
domingo, 23 de maio de 2010
Itália, lá vamos nós.
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Rachel Kleinubing
às
20:48
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Sobre amar fazer
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Rachel Kleinubing
Juntei várias pecinhas do quebra-cabeça que eu sou.
Hoje, em meio a uma reunião com cliente, tive um insight. Percebi porque eu amo tanto fazer o que faço.
Mais do que poder me expressar, usar a criatividade, ajudar as pessoas a evoluir seus negócios, o que mais me fascina é o fato de eu estar dentro de uma verdadeira escola.
A cada reunião, cada vez que sento para planejar com o cliente, mergulhando em seu universo e em seu negócio, posso aprender sobre algo que não conheço. Pedagogia, psicologia, educação, filosofia, fisioterapia, medicina fetal, moda, construção, atacado, varejo, indústria, arte, turismo, geografia... a lista é longa.
Nossa, isso é tão a minha cara! Esse buscar insaciável, essa sensação de que tenho taaanto para aprender, ver, conhecer, fazer. Uffaaa.
Hoje me dei conta de que é mesmo uma escola. Que bom.
Hoje, em meio a uma reunião com cliente, tive um insight. Percebi porque eu amo tanto fazer o que faço.
Mais do que poder me expressar, usar a criatividade, ajudar as pessoas a evoluir seus negócios, o que mais me fascina é o fato de eu estar dentro de uma verdadeira escola.
A cada reunião, cada vez que sento para planejar com o cliente, mergulhando em seu universo e em seu negócio, posso aprender sobre algo que não conheço. Pedagogia, psicologia, educação, filosofia, fisioterapia, medicina fetal, moda, construção, atacado, varejo, indústria, arte, turismo, geografia... a lista é longa.
Nossa, isso é tão a minha cara! Esse buscar insaciável, essa sensação de que tenho taaanto para aprender, ver, conhecer, fazer. Uffaaa.
Hoje me dei conta de que é mesmo uma escola. Que bom.
às
23:20
terça-feira, 18 de maio de 2010
As sem-razões do amor
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Rachel Kleinubing
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
às
22:16
quarta-feira, 17 de março de 2010
Já deu pra ti, inferno astral
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Rachel Kleinubing
Sabe o verdadeiro significado de inferno atral? Eu sei!
Foi dureza esses dias pré aniversário. Mergulhei fundo em um processo reflexivo obsessivo.
E por isso, hoje que se iniciou o meu novo ano, agora com a responsa dos 35, preciso pedir algumas desculpas. Se nem eu me aguentei nesses dias, imagina quem convive comigo. Prova disso: o Pedro me viu chegar toda sorridente outra noite, falando suave, beijando e abraçando, e falou: "O que aconteceu contigo que você está tão querida?" .... dureza.
Mas sabe o que é o melhor do inferno astral? É sair dele com abraços, beijos, presentes, demonstrações de carinho. Ver que mesmo mal humorada, silenciosa ou ausente, lá estão os amigos, a família, pra lembrar e servir de espelho das muitas coisas boas que a gente tem e que a gente é.
Obrigada queridos, por me fazer sentir tão amada no meu dia...
Ilustração: O Grito, de Edvard Munch
Foi dureza esses dias pré aniversário. Mergulhei fundo em um processo reflexivo obsessivo.
E por isso, hoje que se iniciou o meu novo ano, agora com a responsa dos 35, preciso pedir algumas desculpas. Se nem eu me aguentei nesses dias, imagina quem convive comigo. Prova disso: o Pedro me viu chegar toda sorridente outra noite, falando suave, beijando e abraçando, e falou: "O que aconteceu contigo que você está tão querida?" .... dureza.
Mas sabe o que é o melhor do inferno astral? É sair dele com abraços, beijos, presentes, demonstrações de carinho. Ver que mesmo mal humorada, silenciosa ou ausente, lá estão os amigos, a família, pra lembrar e servir de espelho das muitas coisas boas que a gente tem e que a gente é.
Obrigada queridos, por me fazer sentir tão amada no meu dia...
Ilustração: O Grito, de Edvard Munch
às
21:57
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Sair de Casa
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Rachel Kleinubing
Sair de casa. Sim. Afastar-se daquilo que é certo, rotineiro, conhecido, normal.
Agora que o período tradicional de afastamento da rotina se encerra e que consigo retomar o contato com o blog, penso que esse seja um assunto interessante.
Tive a oportunidade de sair de casa, literalmente, no final do ano. Não falo da tradicional fuga para as férias no litoral, mas de uma segunda fuga, para um mundo muito diferente.
Foram quatro dias na Ilha do Mel, no Paraná. Sair da super-agitada e burguesa Praia Brava, em Florianópolis e mergulhar na aventura de pegar um barco-lotação e ir parar na ilha que, pra início de conversa não tem nem transporte motorizado. Bicicleta é o máximo da agilidade por lá.
Claro que fui com a cabeça e o coração preparados para curtir esse mundo de simplicidade, natureza selvagem e entrar na vibração do local. Amei, é claro.
Mas honestamente, fiquei impressionada com o tempo que demorei para mudar minha vibração e sintonizar naquela realidade. Justo eu, que sou louca por tudo isso... confesso que sofri com a mudança drástica.
Vivi um pequeno drama pessoal. Que ridículo. Mas porque? Porque estou simplesmente viciada em adrenalina, compromisso, coisas pra fazer, agenda cheia...
Bom, depois de 2 dias entendi o que estava acontecendo, porque só então entrei no ritmo.
No andar muito, e à pé. No caminhar com as crianças pelas estradinhas de areia repletas de arvores e folhas, no tempo deles: dando dois passos bem lentos e ainda parando para vê-los analisar o bichinho, a folhinha, o vento. Ficar, e simplesmente ficar, na água da praia com as ondinhas indo e vindo até anoitecer, só curtindo o tempo passar e observando a mudança do céu, os movimenos das crianças...
Depois do segundo dia comecei a rir. Por qualquer motivo, mesmo. Comecei a achar muita graça da menor besteira, ou das muitas enrascadas que nos metemos... tudo ficou tão... LEVE. Leve ao ponto de passar 24 horas vendo chuva cair do céu, sem ter absolutamente nada para fazer e ainda assim achar muito gostoso.
E quando entramos no barco para ir embora, e perguntei para o Ricardo o que achou do passeio, perceber que ambos estávamos tristes de deixar a ilha e voltar à "civilização". Deixar a ilha e, com ela, aquela paz.
Agora que o período tradicional de afastamento da rotina se encerra e que consigo retomar o contato com o blog, penso que esse seja um assunto interessante.
Tive a oportunidade de sair de casa, literalmente, no final do ano. Não falo da tradicional fuga para as férias no litoral, mas de uma segunda fuga, para um mundo muito diferente.
Foram quatro dias na Ilha do Mel, no Paraná. Sair da super-agitada e burguesa Praia Brava, em Florianópolis e mergulhar na aventura de pegar um barco-lotação e ir parar na ilha que, pra início de conversa não tem nem transporte motorizado. Bicicleta é o máximo da agilidade por lá.
Claro que fui com a cabeça e o coração preparados para curtir esse mundo de simplicidade, natureza selvagem e entrar na vibração do local. Amei, é claro.
Mas honestamente, fiquei impressionada com o tempo que demorei para mudar minha vibração e sintonizar naquela realidade. Justo eu, que sou louca por tudo isso... confesso que sofri com a mudança drástica.
Vivi um pequeno drama pessoal. Que ridículo. Mas porque? Porque estou simplesmente viciada em adrenalina, compromisso, coisas pra fazer, agenda cheia...
Bom, depois de 2 dias entendi o que estava acontecendo, porque só então entrei no ritmo.
No andar muito, e à pé. No caminhar com as crianças pelas estradinhas de areia repletas de arvores e folhas, no tempo deles: dando dois passos bem lentos e ainda parando para vê-los analisar o bichinho, a folhinha, o vento. Ficar, e simplesmente ficar, na água da praia com as ondinhas indo e vindo até anoitecer, só curtindo o tempo passar e observando a mudança do céu, os movimenos das crianças...
Depois do segundo dia comecei a rir. Por qualquer motivo, mesmo. Comecei a achar muita graça da menor besteira, ou das muitas enrascadas que nos metemos... tudo ficou tão... LEVE. Leve ao ponto de passar 24 horas vendo chuva cair do céu, sem ter absolutamente nada para fazer e ainda assim achar muito gostoso.
E quando entramos no barco para ir embora, e perguntei para o Ricardo o que achou do passeio, perceber que ambos estávamos tristes de deixar a ilha e voltar à "civilização". Deixar a ilha e, com ela, aquela paz.
às
00:12
domingo, 3 de janeiro de 2010
Tempo pra cabeça
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Rachel Kleinubing
O dia nascendo na Praia Brava. Férias, sol e um calor imenso. Ano novo. Muitas promessas e expectativas.
às
23:06
Ás vezes a gente passa a vida com algumas convicções intuitivas e nunca descobre se aquilo realmente faz algum sentido para os outros. O fato é que estou aprendendo algo que sempre me fez refletir muito. É sobre o poder do Não positivo. Que fecha com a última postagem, a falta de espaço, a ausência, ou, dito de outra forma, a falta de NÃOs.
Para quem faz terapia, ou reflete sobre o que realmente importa na vida, esse é um tema sempre presente. Mas eu não tinha a idéia tão organizada sobre o assunto.
Ainda estou na primeira metade do livro, mas já adorei a sua teoria, que diz que o segredo do NÃO é que ele só dá certo de verdade quando vem de um SIM poderoso. Um sim que a gente diz pra nós mesmos, pra algo realmente importante e fundamental para nós.
Quando temos uma verdade primordial como causa maior da necessidade de dizer NÃO, fica tudo mais simples. A gente se sente com o direito de negar, se sente seguro. A outra pessoa, por sua vez, tem uma tendência muito maior de respeitar o seu Não. E no final, há uma grande chance de chegar ao um SIM. Que é o acordo positivo, ou a compreensão da sua decisão e até mesmo na não ruptura de uma relação, ou na ruptura sem raiva. O que é algo muito importante para todos os seres humanos. Ser amado, aceito, bla, bla...
domingo, 6 de dezembro de 2009
O Não vem do Sim
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Rachel Kleinubing
Ás vezes a gente passa a vida com algumas convicções intuitivas e nunca descobre se aquilo realmente faz algum sentido para os outros. O fato é que estou aprendendo algo que sempre me fez refletir muito. É sobre o poder do Não positivo. Que fecha com a última postagem, a falta de espaço, a ausência, ou, dito de outra forma, a falta de NÃOs. Para quem faz terapia, ou reflete sobre o que realmente importa na vida, esse é um tema sempre presente. Mas eu não tinha a idéia tão organizada sobre o assunto.
Ainda estou na primeira metade do livro, mas já adorei a sua teoria, que diz que o segredo do NÃO é que ele só dá certo de verdade quando vem de um SIM poderoso. Um sim que a gente diz pra nós mesmos, pra algo realmente importante e fundamental para nós.
Quando temos uma verdade primordial como causa maior da necessidade de dizer NÃO, fica tudo mais simples. A gente se sente com o direito de negar, se sente seguro. A outra pessoa, por sua vez, tem uma tendência muito maior de respeitar o seu Não. E no final, há uma grande chance de chegar ao um SIM. Que é o acordo positivo, ou a compreensão da sua decisão e até mesmo na não ruptura de uma relação, ou na ruptura sem raiva. O que é algo muito importante para todos os seres humanos. Ser amado, aceito, bla, bla...
Então andei pensando sobre todas as vezes que eu quis muito dizer NÃO e não falei. E em quantos SIMs poderosos eu tinha por trás das vezes que tive sucesso nos meus NÃOS. E sobre as vezes que segurei o NÃO justo para depois explodir cheia de ressentimento por algum outro motivo injusto, e em como isso foi destrutivo para mim e para a outra pessoa.
Também pensei nas vezes que simplesmente calei por medo de perder. Ou por não saber a forma certa de colocar o Não sem ofender, magoar e me sentir culpada.
Daí também pensei em tantas pessoas que conheço que são incapazes de dizer um NÃO bem dito (equilibrado, firme e tranquilo). Das pessoas que preferem calar e que deixam as relações irem se degradando aos poucos pelo ressentimento e dor que isso causa em quem engole seus próprios NÃOs e para aqule que convive com alguém que não assume seus prórpios limites. E de como é difícil depois de muito tempo se libertar dessa raiva. E como deve ser difícil imaginar, "como teria sido se eu tivesse ditos aqueles NÃOs que eu tanto precisava, que eram justos, que eram o respeito à minha grande verdade interior e eu não disse".
Foto: José Canelas
Foto: José Canelas
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